Foto: Assessoria Analoc

A sucessão de tragédias como a ocorrida em Brumadinho, MG, desabamento de viaduto em São Paulo, incêndio de alojamento do Flamengo, e até mesmo a queda do helicóptero que vitimou o piloto e o jornalista Ricardo Boechat, provoca uma pergunta: é necessária a fiscalização constante do governo para que as empresas ajam corretamente?

Diante do atual cenário, a Analoc – Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas se posiciona no sentido de orientar locadoras de equipamentos, empreiteiras e transportadoras a adotar o lema “Fazer bem feito”, para se prontificarem a evitar acidentes que fazem vítimas fatais, prejudicam a economia interna e prejudicam a reputação internacional da engenharia brasileira.

No Brasil, as pessoas estão clamando por transparência, credibilidade e consciência de cidadania.

A entidade se manifesta contra irregularidades, sonegação, mas quer investimentos em infraestrutura.

“Fazer bem feito é incentivar de maneira positiva e propositiva as entidades do setor de locação a adotar procedimentos corretos”, comenta Reynaldo Fraiha (foto), presidente da Analoc.

Ao fomentar discussões e debates nas associações filiadas, a Analoc também incentiva a conduta legal nos processos operacionais, logísticos e tributários das empresas de locação, apoiando algumas frentes, como a campanha de conscientização para o Frete Legal, por exemplo.

“Um caminhão com capacidade para carregar 10 toneladas, deve obrigatoriamente transportar esse peso, sem sobrecargas ilegais que avantajam o frete”, exemplifica Fraiha.

“O excesso de carga danifica diariamente o pavimento das rodovias brasileiras. As obras de arte, por exemplo, estão ficando com a estrutura cada vez mais comprometida devido ao excesso de carga dos veículos, além da precariedade na manutenção”, acrescenta

As máquinas devem ser transportadas em carretas conforme especifica a legislação, com peso ideal, amarrações apropriadas, largura e peso adequado, sem danificar as vias urbanas e calçadas, nem colocar em risco a segurança da população.

O secretário da Associação, Eurimilson Daniel, observa que hoje os profissionais de engenharia estão sendo alvo de inúmeras críticas e vistos como incompetentes devido à ocorrência de danos na infraestrutura.

“Mas, na verdade é a pressão intensificada por órgãos que só querem o menor preço e prazos curtos, que acaba comprometendo a qualidade da engenharia”, alerta Daniel.

Fonte: Assessoria de Imprensa Analoc